4 de dezembro de 2010
Olhei no profundo, não encontrei um motivo, não vejo uma razão para continuar aqui. A culpa não é do amor que tenho de ver com frequência passar por mim sem sinal de vida, apenas do desejo de morte do meu corpo portador de uma alma incerta, uma alma pecadora pelo desejo de viver uma alma insana porque alguém resolveu ditar leis morais. Alma existe? Ou será apenas um pretexto para dar culpas a satanas dizendo este ladrão de almas. A culpa desta dor, não é ficção é a realidade da péssima decisão da minha deliberação. Eu estou aqui, neste mundo, eu continuo vagueando pelas ruas, por vezes mesmo sabendo a intenção dos meus passos caminho perdida, na esperança de encontrar alguém que me questione sobre a minha perdição. Alguém que me traga a resposta para o que dizem ser a felicidade, depois acabo com a ideia de que talvez não seja a única nesta jonada. Quem sabe se talvez sofrer não seja uma coisa tão normal e vulgar que já ninguem queira parar para pensar. Agora escrevo, deitada neste inferno, evitando paragrafos. Sinto a mudança das estações, o vento que me acaricia a cara, a chuva que molha o meu corpo, sinto os momentos que me proporcionaste sempre que fecho os olhos para dormir, intensamente, tal como quando os recebi. Sinto tudo o que pensei e guardei para mim numm acto de inveja. Teste de Matemática amanha, bolas, só sei que 1+1=1, isto se me adoraces como eu a ti, isto se não fosse a única a sentir o calor no estomago, a acelaração e paralisação mutua do meu coração, a falta de ar nos meus pulmões tudo isto numa fracção de segundos quando te vejo passar. Seria igual a 1 se nos juntacemos numa equação de grau incerto. Tudo o que pensei extinto por saber que a humanidade não quer saber e não devemos atribuir sentimentos pois somos sempre trocados, e só nós nos aprecebemos disso. Se para-se para pensar em todos os pedidos de desculpa que ficaram no ar, em todas as pessoas que me mataram e nunca se preocuparam, se eu para-se para tal o meu cerebro rebentava, o meu cerebro não aguentaria inalar tanta informação. Talves amanha te esqueça. talves amanha não te reconheça, a vida é mesmo assim, nada dura, nada é para sempre. Mas enquanto que hoje durar serei fiel ao que sinto independentemente do que possas ou não sentir em relação a mim. Enquanto te "amar" seja lá o que for que essa palavra significa na verdade, caminharei na incerteza, na esperança de um dia sentir a tua preocupação verdadeira, sem jogos, sem a necessidade de asteristicos, observações ou a necessidade de ler nas entrelinhas. Um dia quem sabe se não encontrar um amanhã te possa tocar sem motivo, talvez um dia não tenha de passar e olhar com a ignorancia do teu olhar, talvez um dia quem sabe te possa verdadeiramente amar, quem sabe se um dia não guardo o lápis...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário